10 de junho de 2016

15 de maio de 2016

Geist: Devoradores de Pecados

Um jogo de narrativa sobre segundas chances
Nada define melhor a vida do que a sombra da morte. Cada apetite que sustenta um ser vivo é uma contra-reação a inevitabilidade do fim. A fome é um aviso contra a morte por inanição. O desejo sexual está enraizado no instinto de deixar um filho, para que sua linhagem possa continuar quando seu corpo finalmente parar, e é verdade que até mesmo o ato sexual já foi chamado de “a pequena morte”. Até mesmo as nossas produções maiores como as artes e a espiritualidade podem ser vistas como o desejo de encontrar alguma coisa que possa durar além da morte de um indivíduo. A sombra do ceifador é o que dá a vida o seu significado.
No Mundo das Trevas, ninguém está mais consciente desta dicotomia do que aqueles que morreram e retornaram a vida. Não mortos-vivos, ou revenants, ou fantasmas, mas seres humanos vivos que foram atados por correntes etéreas as forças da própria morte. Eles carregam Geists dentro se si, sombras espectrais que são mais do que fantasmas. Eles são Devoradores de Pecados, os guardiões das chaves.
Geist é um jogo sobre suas histórias.
O que você faria se você retornasse das portas da morte? Como você passaria sua segunda vida? Estes são os questionamentos que todo Devorador de Pecados fazem em razão do Evento, a expressão que estes usam para designar a experiência de quase-morte, ou mais freqüentemente, do verdadeiro momento da morte. Em segundos, a antiga vida se vai. E em uma pausa, um fragmento do limbo que dura instantes ainda que pareça eterno, uma nova vida é oferecida.
O problema é que a coisa lhe oferecendo uma nova vida não é um deus, ou um anjo. É alguma coisa como um fantasma, mas que não é extamente. Um espectro que é como uma representação da forma da morte e o restante de uma consciência humana… talvez até mais do que isso. A oferta vem de um Geist. E quando ela é aceita, tudo muda.
Com o retorno para a vida, você está agora irrevogavelmente atado ao mundo dos mortos. Você pode ver fantasmas ao seu redor e ouvir seus clamores por ajuda ou uivos de raiva. O geist dentro de você pode manifestar sua própria força sepulcral para protegê-lo, conjurando fantasmas, esmagando objetos com a terrível força de um poltergeist ou então formando formas ainda mais surreais. Você tem poder, embora não seja inteiramente seu. E você possui uma segunda chance de vida para fazer o que você precisa.
Cada geist anseia por alcançar coisas deixadas sem término. Mas que mortais valem a intercessão? Qual dos mortos sem descanso precisam ou merecem ajuda?
Do que vale uma segunda chance? E como você se mantêm sem desperdiçá-la?
 
 

9 de maio de 2016

Changeling: O Povo Outonal



A Escuridão Vindoura...
O mundo é um lugar muito hostil para as fadas, e acabou de ficar pior. O povo outonal está em todos os lugares. Eles são seus professores, banqueiros, donos de padarias, contadores, qualquer um que traga monotonia e o tédio para o mundo.Havia uma época em que eram raros, mas eles eles estão aumentando. A própria existência deles devora Glaomur, destruindo tanto quimeras quanto changeling, os levando para as Brumas.
Não Há Onde Se Esconder...
Criaturas de mágica e glamour anteriormente, agora sombrias e pervertidas, elas caçam aquilo que não aceitam, esses são os Dauntin: Aqueles que viraram as costas para o mundo das fadas. Alguns sussurram que pode um dia ser o destino de todos os Changeling.
Detalhes completos para incluir tanto o Povo Outonal como os Dauntain na sua crônica.
Novas magias, lidando com as forças da banalidade Dauntain famosos para incluir na sua crônica.


22 de abril de 2016

Culto do Dragão


 Não mais os membros de uma das organizações clandestinas mais infames em todos os Reinos poderão contemplar confortavelmente em suas sombras. Não mais estes homens, mulheres, dragões, dracoliches e… outros… planejarão subjugar tudo aquilo que é bom e verdadeiro enquanto o restante de Faerun aguarda inadvertidamente. Durante séculos uma maligna sociedade secreta, fundada pelo impetuoso mago e Escolhido de Mystra, Sammaster, funciona ocultamente… bem, agora não mais!


Este suplemento de 192 páginas cobre os segredos de Sammaster e a sociedade secreta que ele criou há mais de 400 anos atrás. Aqui está escrita a história da vida de Sammaster, de seus triunfos até sua definitiva queda da graça, junto com a história do Culto do Dragão, começando com sua fundação baseada numa linha obscura em um tomo de uma antiga profecia. Aprenda sobre as mais poderosas células atuais do Culto, seus líderes, os dragões e dracoliches que trabalham com eles (ou para eles) e suas metas. Descubra os muitos inimigos que o Culto ganhou em mais de quatro séculos de deslealdade e astutos acordos malévolos. Também inclui os detalhes de algumas das magias e itens mágicos do Culto e seus dragões e dracoliches, inclusive o item que nenhum membro do Culto admitirá sua existência, muito menos o reivindicará para si.

Leia sobre as muitas variantes mágicas e criaturas híbridas que o Culto usa para exercer sua vontade sobre a face de Faerûn. E finalmente, decida a melhor maneira de incorporar o Culto em uma campanha para os REINOS ESQUECIDOS ®, folheando os numerosos ganchos de aventuras para tentar aterrorizar os jogadores de qualquer estilo de jogo.

Download do livro por aqui.

16 de abril de 2016

Conto do Clã Escorpião: O Preço da Ambição

Este conto passa-se nos momentos anteriores ao Golpe de Estado do Escorpião.


A escuridão sussurrou à noite e uma tempestade trovejou sobre as montanhas ao norte, ameaçando jorrar através das planícies e cobrir a todos. No palácio Bayushi, os corredores estavam imóveis e silenciosos e a brisa fresca que precedeu a chuva moveu-se por passagens vazias e telas shoji abertas, ignoradas pela noite. Nenhum movimento mais agitava os corredores do poderoso palácio, nenhum cortesão encontrava-se posicionado atrás das portas fechadas. Os guardas que estavam a vigiar seus quartos tinham saído com eles, preparando-se para o futuro que seu daimyo havia ordenado.
A escuridão na sala do trono era quase palpável, dissecando o som do movimento e cobrindo tudo com uma espessa camada de antecipação. Um homem repousava sobre um trono de obsidiana na parte superior do estrado, a sua máscara pálida capturava os poucos fios de luz que lutavam por abrir caminho através das nuvens. Suas mãos estavam vazias agora, o pergaminho apertado encontrava-se caído no chão. Suas bordas amassadas contavam uma história de grande idade e desgaste.
O Campeão do Escorpião não mais o via.
Ele não lembrava mais de suas palavras, insinuando escuridão e morte, ou de suas profecias amargas de coisas que estavam por vir. Elas não eram mais importantes. A pedra negra já estava colocada sobre a grande fronteira do Império e o mundo esperava que Shoju fizesse sua primeira jogada.
Seda deslizava pelo chão de madeira da câmara à medida que passos se aproximavam. Suave e cuidadosa, com os olhos escuros baixos, Kachiko curvou-se perante seu marido. “Meu senhor…”
Ele não disse nada, seus olhos estavam tomados pela escuridão que os rodeava.
“Eu trouxe Yojiro-san.” Ela continuou, imperturbável, e o jovem samurai atrás dela caiu de joelhos com a cabeça curvada em reverência ao seu Mestre.
“Shoju-sama”, o Magistrado Escorpião humildemente sussurrou, com medo de quebrar o silêncio, mesmo com seus votos, “Eu sou seu servo nisto, como sempre. Mas diga-me como morrer, e terei prazer em dar a minha vida em benefício do clã.”
“Não” Shoju falou, e as palavras ecoaram alto demais. “Não é sua morte que eu procuro.” Depois de uma longa pausa, Shoju virou o rosto para longe da tempestade que se formava para olhar para o Escorpião ajoelhado. “Eu desejo reivindicar sua vida.”
O pedido estranho mal tinha passado pelos lábios do daimyo antes de Yojiro concordar. “Você a tem.”
Shoju se levantou e lentamente tirou a espada do clã de seu obi. “Esta espada foi mantida em segredo por gerações, escondida dos olhos daqueles que querem nos fazer mal.” A mão direita de Shoju agarrou o cabo com reverência, enquanto sua mão esquerda lutava para não se agitar sob o peso da saya. “Eu a guardei perto de mim, para que sua força pudesse me ajudar. Não o farei nunca mais.”
Yojiro levantou a cabeça para ver seu daimyo oferecendo orgulhoso a espada, segurando-a com tanto cuidado como se estivesse embalando uma criança. “Tome isso, Yojiro. É seu dever, agora.”
Honradas e preocupadas, as mãos de Yojiro levantaram-se para pegar a arma. “Meu senhor, eu…”
“Não recuse isso, pois não é um presente, Yojiro. É um dever. E não falo de honra, pois isso não lhe pertence.” O daimyo virou-se, dando um passo em direção à janela, e o som de seus passos desapareceu no rebentar do trovão acima do palácio. “Diga-me apenas que ela nunca vai ser encontrada por nossos inimigos e eu sei que escolhi bem.”
Hai, meu sensei,” Yojiro gaguejou, segurando a antiga lâmina perto de si. “Será feito. Eu juro.”
“Vá, então. E não me deixe ver seu rosto novamente, neste mundo.”
Levantando-se, o Magistrado Escorpião curvou-se novamente, com os olhos cintilando com preocupação e confusão. Ele olhou de lado apenas uma vez para a Senhora da Casa. Kachiko olhou em silêncio para o marido, oferecendo nenhum sinal de aconselhamento ou consolo. “Hai, Shoju-sama”, o magistrado disse novamente, e se foi.

As sombras agrupavam-se em seus pés enquanto ela se movia em direção a ele, sua máscara com o laço agarrado ao seu rosto com a magia de uma cortesã. Ela ficou ao seu lado quando ele abaixou a cabeça, assistindo ao movimento dos relâmpagos em seus olhos escuros. Nenhuma palavra se interpunha entre eles, apenas uma mágoa antiga. Ela tinha dado sua vida a ele, mas nunca fora capaz de dar-lhe o seu coração.
Shoju levantou, seu corpo era flexível como um grande caçador felino enquanto descia do estrado. Seus passos o levaram para atrás de Kachiko, em direção à uma pequena mesa no outro extremo da sala. Lá, uma única espada descansava no suporte de madeira, uma espada que havia chamado a todos os senhores do Escorpião desde o tempo do antigo Iuchiban, o Feiticeiro de Sangue. O nome da espada era Iyoku.
Ambição.
Sua mão parou acima da lâmina manchada quando ele olhou para seus laços cuidadosamente arrumados. Uma agitação suave atrás dele denunciou os movimentos de sua esposa. “Você não pode fazer isso”, ela murmurou. “A espada é proibida.”
“Proibida…” Shoju olhou para o brilho do saya com desprezo, vendo sua sombra refletida no clarão do relâmpago. “Nada é proibido para mim. Eu sou o daimyo do Clã Escorpião. Eu sou a última esperança do Império.” Com isso, sua mão fechou sobre o punho da espada, e o reflexo desapareceu.
Shoju levantou Iyoku de seu estande, sentindo o tremor do despertar que percorreu o aço.

“Este curso de ação é muito imprudente, muito apressado, meu Senhor. Há outras maneiras. Nossos espiões aprendem os segredos de Otosan Uchi mesmo agora, descobrindo suas paredes escondidas e introduzindo-se em suas passagens. Deixe-os cumprir o seu dever, meu Senhor Shoju.” Sua voz era calma, mas seus olhos estavam abaixados para evitar que suas emoções fossem exibidas. “Volte atrás. Este curso de ação é a jornada de um tolo.”
“Não devíamos nos apressar, agora que a danação do Império se aproxima?” Mesmo um sussurro, sua voz era o estalar de um chicote ao som de uma chuva tranquila.
Uma pausa e Shoju pode sentir a lâmina chegar a sua mente, lendo seus pensamentos. Ele podia sentir outra coisa, também, um sentimento de emoção, de uma fome há muito esquecida.
“Meu Senhor, eu não aprovo…”
“Eu não preciso de sua aprovação,” Shoju respondeu asperamente. “Só de sua obediência.”
No silêncio que se seguiu, Kachiko baixou a cabeça. Apenas os relâmpagos e a chuva podiam ver a raiva em seus olhos.

Autoria: Ree Soesbee
Tradução: Fábio Firmino