20 de fevereiro de 2020

Aventura - Tribal Dance

Os investigadores são contatados em uma segunda-feira por Nick Harlow, o proprietário de um pequeno estúdio de edição e gravação em Brichester. No último sábado, durante a noite, seu estúdio foi invadido e arruinado, e o seu engenheiro de som, Rob Grover (que também é seu sócio), foi assassinado. A invasão e a destruição, bem como o ataque a Grover, ocorreram completamente sem motivos aparentes. Nada foi levado de Grover ou do estúdio.
 
Harlow, um veterano da cultura rock dos anos 70, com numerosos casos de uso de drogas em sua carreira, não confia na polícia para encontrar o assassino de seu sócio. Ele quer que os investigadores procurem evidências e achem o assassino de Grover.
 

18 de fevereiro de 2020

15 de fevereiro de 2020

O Mundo das Trevas no Brasil


Uma das dificuldades dos jogadores brasileiros do Clássico Mundo das Trevas sempre foi determinar exatamente o que é o Mundo das Trevas brasileiro. Neste ponto, vi muitos Narradores se enrolarem – o que é natural, tendo em vista que o cenário foi desenvolvido por autores estrangeiros, ainda que tenha caído no nosso gosto.
Neste artigo não se pretende definir o que seria um Mundo das Trevas para o Brasil, mas fornecer alguns caminhos possíveis para que ele possa ser adaptado às nossas particularidades sem, no entanto, encerrar o assunto.
Este não é o nosso mundo, é o Mundo das Trevas. Tenham sempre isso em mente, afinal, RPG é um jogo, e geralmente, os personagens dos jogadores estão tentando fazer alguma diferença em cidades desesperadas à beira do fim do mundo.

Cidades em Trevas

Na Marginal Tietê, o ar seco, fétido e quente perturba os olhos e o espírito dos motoristas parados no trânsito do final de tarde.
Na Augusta, jovens perdidos começam a chegar, procurando um pouco de diversão e, quem sabe, alguns tiros que façam a vida valer a pena.
Em Copacabana, turistas aproveitam a riqueza cultural refinada carioca, enquanto nos morros, ouve-se o funk proibidão, desafiando a polícia e a ordem vigente, patrocinado pelo tráfico e pelo abandono do poder público.
Nas festas de São João, monstros em máscaras humanas se esgueiram, dançando ao som do forró enquanto escolhem quem, mais tarde, lhes servirá de alimento.
Na fria noite curitibana, uivos ecoam carregados de fúria – certamente cães selvagens, e as pessoas fecham as janelas de suas casas confortáveis, cercadas por grades e segurança particular, assim como fecham as janelas de seus carros, evitando a mão infantil que pede uma moeda.
Atrás dos blocos tradicionais de carnaval, herdeiros do Sonhar festejam seus rituais, tentando inspirar algo no período onde vale tudo.
Professores marcham nas ruas por melhores condições na educação pública, e são respondidos por balas de borracha e bombas de efeito moral da Polícia Militar.
Uma procissão religiosa parte, celebrando algum santo – português ou italiano, quem sabe?
Enquanto debatem a corrupção que assola o país durante o dia, quando a noite cai, pessoas fazem o sinal da cruz para espantar assombração.
Atabaques ressoam nos terreiros, pedindo paz, prosperidade, ou pra fechar o corpo contra os inimigos.
Este é o nosso Mundo das Trevas, um mundo totalmente brasileiro, perdido entre a democracia e os desmandos dos poderosos, onde a justiça é lenta e as pessoas não estão se importando muito. É mais fácil reclamar, na hora do jantar, do que, de fato, fazer algo. Um país onde ainda se sente a herança escravocrata, dos anos de chumbo dos militares e dos caras pintadas, levados às ruas por um sentimento de revolta coletivo alimentado por uma das emissoras de televisão mais poderosas do mundo.
Nossas lendas, heranças dos povos indígenas que se mesclou às dos povos negros e europeus que desembarcaram em nossos portos durante a colonização, vindos ou trazidos pelas marés revoltas da História. Quem disse que Anhangabaú é um vale no coração da capital paulista? Quem inventou o saci, ou a noiva que, dizem, pede carona a motoristas da madrugada na porta de cemitérios? Quem tem coragem de passar, na madrugada, algumas horas dentro do prédio do Dops ou sobre os restos das antigas senzalas? Quem, por mais racional que seja, gostaria de morar numa casa construída em um antigo “cemitério de índio”?

Punk-Gótico em Verde e Amarelo

O Mundo das Trevas, de acordo com seus autores, é um mundo de extremos, um mundo punk-gótico. Segundo a edição de 20 anos de Vampiro: A Máscara, o aspecto gótico se refere muito à tradição artístico-literária do termo. É um mundo de anacronismos, barbárie, decadência, loucura e a romantização de uma história que nunca existiu. Nosso país é jovem, mas você consegue ver, aqui, estes aspectos anacrônicos, essa antiguidade na modernidade, a valorização de uma história que foi, na verdade, muito da mal contada nas escolas?
Outro ponto do aspecto gótico são as construções que se erguem, tirânicas, sufocando a natureza (não só a natureza per se, mas também a natureza humana). Construções antigas vão ao chão, para dar lugares a torres residenciais e comerciais. Um prédio de características barrocas, com todo o seu peso, faz vizinhança com um prédio imenso de vidro e metal. Construções modernistas se aconchegam a casarões no estilo art noveau, e pessoas vomitam velhos preconceitos arcaicos contra “bandidos” – Mas não, eu? Imagiiina, claro que eu não sou racista! Só não gosto de gente “diferenciada”…
No aspecto punk, a violência prospera. Você já esteve na Linha Vermelha - RJ? Abra os jornais e você vai encontrar um baleado no trânsito paulista. A sensação é de “acabou”. Jovens soldados do tráfico trocam tiros, a população se tranca em casa, enquanto políticos vendem terrenos públicos, que deveriam ser destinados a habitações populares, para empreiteiras que construirão obras faraônicas. Gangues de jovens lutam na saída das escolas pela supremacia de seus grupos sobre os grupos rivais, e grupos de carecas saem enlouquecidos pela noite, levando a violência para aqueles que não se encaixam nas suas ideias delirantes de supremacia. Crianças e idosos moradores de rua tentam se proteger, em bando, de serem mortos a pauladas durante a noite, esperando… esperando o quê? Torcidas de futebol se enfrentam nos estádios e fora deles, jogando “o inimigo” nos trilhos dos trens.
Indústrias químicas deixam nosso horizonte sombrio, trazendo, nas garoas de inverno ou nas chuvas de verão, uma água ácida, que irrita a pele e corrói o concreto. Por todo o país, a natureza se revolta em forma de tempestades torrenciais que alagam, matam, alastram a malária e a leptospirose para os sobreviventes.
Você consegue ver o Mundo das Trevas no Brasil? É um mundo nonsense, onde a esperança não existe – e no entanto, corações continuam a bater, e as pessoas esperam. Esperam a ajuda de Deus, dos santos, de algum evento cósmico. Ou simplesmente não esperam mais nada de ninguém, exceto de si mesmas, de seus ganhos, de sua sobrevivência e de seu trabalho árduo. Elas querem acreditar em algo. Só não se importam o bastante pra isso.
E vocês, qual a experiência de vocês com o Mundo das Trevas? Costumam ambientar suas campanhas em cidades fora do país ou jogar por aqui e tentar aproveitar nossas diferenças históricas e culturais para enriquecer os jogos no Mundo das Trevas?
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Texto de Eva, para o site Livro dos Espelhos.

10 de fevereiro de 2020

D&D no cinema

Por Daniel Anand, para o site Rolando20.

Talvez a maioria dos leitores já saibam, mas o Dungeons & Dragons já teve, além da série de desenho animada dos anos oitenta, conhecida no Brasil como "Caverna do Dragão", dois filmes longa-metragem produzidos.

O primeiro, lançado em 2001 (em pleno lançamento da 3e), com ninguém menos que Jeremy Irons no papel do BBEG, e a gatinha Thora Birch do Beleza Americana no papel da mocinha e princesa do filme, foi uma bomba tão horrível que até hoje faz alguns RPGistas perderem pontos de sanidade. A história é sofrível e sem pé nem cabeça, os personagens idiotas, e as criaturas fantásticas que aprendemos a gostar tratadas com o pior que existe na computação gráfica. Mas o pior, mesmo, são os diálogos, que não funcionariam nem em sessão de Toon.
Mas, em 2005, por incrível que pareça, lançaram um segundo filme, que só compartilha com o primeiro o vilão Damodar. Outros produtores, escritores e estúdio, o que fez o filme ficar médio. Não bom, mas não a bomba do primeiro. A história se parece muito mais com D&D, com um grupo de aventureiros numa quest, com vários elementos que remetem até ao AD&D: por exemplo, algumas vezes os personagem citam Jubilex, o demônio das Oozes clássico do D&D.
Existem filmes melhores para os RPGistas, como Krull, Feitiço de Áquila, Bewoulf, sem ir para o óbvio Senhor dos Anéis.

5 de fevereiro de 2020

Fichas M&M - Dominó

Dominó [Neena Thurman]

Como eu estava dizendo... não é tudo apenas sorte!”

NP: 9

HABILIDADES
Força 1            Vitalidade 4   
Agilidade 6      Destreza 5
Luta 8               Inteligência 2
Prontidão 3      Presença 2

PERÍCIAS
Acrobacia 6 (+12), Atletismo 5 (+6), Combate à distância (pistolas) 2 (+7), Combate corpo a corpo 4 (+12), Enganação 6 (+8), Especialidade (Tática) 5 (+7), Especialidade (Espionagem) 7 (+9), Furtividade 4 (+10), Intimidação 4 (+6), Intuição 4 (+7), Investigação 5 (+7), Percepção 4 (+7), Persuasão 4 (+6), Prestidigitação 4 (+9), Tecnologia 2 (+4), Tratamento 2 (+4), Veículos 4 (+9).

VANTAGENS
Ação em movimento, Agarra preciso, Ataque à distância 5, Ataque defensivo, Ataque Dominó, Ataque imprudente, Ataque preciso, Avaliação, Bem informada, Benefício 2 (Ambidestria, Zerada), Defesa aprimorada, Equipamento 9, Sem medo, Mira aprimorada, Rolamento defensivo 2, Saque rápido, Tomar a Iniciativa, Zombar.

PODERES
Controle da Sorte 2 (itens 3 e 4 [pág. 100 Livro Básico] - Extra: Sorte 5) • 11 pontos
Característica Aumentada (Vantagens) 7 (Finta ágil, Maestria em perícia 5 (Percepção, Intuição, Acrobacia, Atletismo, Veículos), Esquiva fabulosa) • 7 pontos

OFENSIVO
Iniciativa +6
Desarmado +12 – Corpo a corpo, Dano 1
Faca +12 – Corpo a corpo, Dano +2




Pistola Pesada (2x) +12 – À distância, Dano 4
Fuzil de Assalto +10 – À distância, Dano 5, Multiataque

DEFENSIVO
Esquiva   +12           Fortitude       +6
Aparar     +12           Resistência   +4/+6*


Vontade  +6             (*Rolamento defensivo)
EQUIPAMENTO
Pistola pesada (2x – Dano 4, crítico 20) 16
Fuzil (Dano 5, Multiataque, crítico 20) 15
Faca (dano 1, perfuração, crítico 19-20) 2
Equipamentos e vigilância variado (10 pontos para uso)

COMPLICAÇÕES
Motivação [negócios]: muito de sua vida foi como mercenária.
Fama: reconhecida como assassina, espião e mercenária.
Preconceito: Mutante.
Segredo: poucos sabem seu nome verdadeiro Neena. A maioria a chama de Beatrice, derivado de beatus (sorte em latim).
Fobia [aletrorofobia]: medo incontrolável de galinhas.

Total: Habilidades 62 + Perícias 36 (72 graduações) + Vantagens 32 + Poderes 17 + Defesas 15 = 162